sábado, 29 de dezembro de 2007

Ciclos que se renovam. Exercício de criatividade e superação


depoimento do ultimo encontro de arteterapia do I Ciclo...

publicado no blog da http://www.clicrbs.com.br

Quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Ciclos que se renovam
Exercício de criatividade e superação

Foto: Divulgação AATERGS
Tive o privilégio de participar, nesta quarta-feira,- de uma oficina sobre Arteterapia, integrante do I Ciclo de Arteterapia de 2007. Busquei o desafio como uma forma de buscar um novo final de ano, sem correria e mais feliz.
Foi a escolha certa, uma oficina que deixou a nós todos mais inteiros, mais criativos, mais preparados e inteiros para o novo ciclo.
Nossa tarefa com a arteterapeuta Angélica Shigihara era de confeccionar uma caixa, que pudesse conter alguma coisa. Com cola, papelão, linhas, glitter, agulhas, tínhamos que idealizar uma caixa ou outro produto e a partir daí utilizar materiais e perceber as dificuldades, o que se faz para contornar. E isso nos mostra como a vida é na prática, com obstáculos, com dificuldades que não esperávamos, que desafia nossa criatividade, e por aí vai. Num momento em que se fala tanto em fechar ciclos e iniciar novas etapas, achei que a oficina tem tudo a ver. Uma forma rica de trabalhar os sentimentos, as emoções, as dificuldades individuais e perceber que não se é uma ilha. Como dizemos “caiu a ficha.”
Eu recomendo:aatergs@hotmail.com. Endereço: rua Casemiro de Abreu 662, próximo à Goethe.
Postado por Nelcira Nascimento,Poa às 17h44
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terça-feira, 26 de junho de 2007

Arte como caminho para a saúde e o bem-estar

Entre as primeiras formas de expressão do homem estão o canto, a dança, o desenho, a pintura, a escultura, a representação e a escrita, que transmitem sentimentos relacionados ao estado espiritual em que se encontra o autor. A arte terapia surge resgatando essas ações humanas, com o objetivo de favorecer o processo terapêutico. Segundo a Presidente da Associação de Arte Terapia do Rio Grande do Sul, Angélica Shigihara Lima, esse trabalho pode ser extremamente benéfico. "Por meio de técnicas, materiais artísticos e auxílio de um profissional preparado, o indivíduo se coloca em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes. Dessa forma, acaba expressando, na arte, sentimentos e atitudes até então desconhecidos", afirma.
As atividades ligadas à arte terapia estimulam a desinibição, o autoconhecimento e a criatividade, levando os participantes a uma sensação de integração com o mundo, facilitando a resolução de conflitos pessoais, a melhoria do relacionamento social e o desenvolvimento da personalidade. Angélica destaca ainda que, no contexto empresarial, a arte terapia tem resultados imediatos. "O trabalho pode ser desenvolvido tanto de maneira individual quanto em grupo. Um melhor relacionamento dentro do ambiente de trabalho se reflete sempre em bons resultados", explica.
Angélica ressalta que todo tipo de expressão artística, por mais que não seja feita como Arte Terapia, traz como conseqüência o bem-estar e a saúde mental das pessoas. "Acredito que toda expressão artística possa agregar qualidade à vida das pessoas. É muito válido ter a arte presente no dia-a-dia, pois ela proporciona uma melhora na auto-estima e faz com que o praticante fique mais feliz e bem disposto", conclui.
O Arte Sesc - Cultura por toda parte, além de proporcionar exposições de arte em todo o Rio Grande do Sul, promove diversas oficinas voltadas para o desenvolvimento de atividades artísticas. De acordo com a definição de Angélica, dessa forma, o Sesc proporciona arte como terapia. Na programação, destacam-se as Oficinas de Música do Sesc, que oferecem cursos de técnica vocal, teclado e musicalização infantil e infanto-juvenil. Para os idosos, o Sesc promove a Oficina de Teatro para a Terceira Idade, que tem como finalidade estimular a criatividade e aguçar as habilidades artísticas via exercício teatral.
Serviços:
Assessoria de Imprensa Sesc/RS (51) 3061.0952 / fabrika@fabrikadenoticias.com.br
Assessoria de Comunicação Sesc/RS (51) 3284.1998 / informativo@sesc-rs.com.br
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26 de junho de 2007

quinta-feira, 2 de outubro de 2003

Artesanato coletivo

02 de setembro de 2003
Técnicas reunidas no livro Faça Você Mesmo servem de inspiração para grupo de amigas da Capital
Em volta da mesa de uma cozinha da zona norte de Porto Alegre, cinco mulheres de idades entre 13 e 67 anos praticam técnicas manuais. Quem pensa que as cinco estão ali porque precisam está enganado. A diversão delas é mexer com cola, linha, agulha, tecido, papel e tudo que possa se transformar em arte, até mesmo lixo. Na casa da socióloga aposentada Ivette Volkmann Custódio, (AATERGS 011/0603) elas se reúnem para trocar experiências e, quando a tarde termina, cada uma construiu uma obra de arte permeada pela histórias de cada mulher. Inspiradas nas técnicas publicadas no livro Faça Você Mesmo - 50 Trabalhos Artesanais, lançado em agosto pela RBS Publicações, elas desenvolvem seus trabalhos.
Para Ivette, a anfitriã, as técnicas começaram como distração, mas hoje significam fonte de renda e uma forma de terapia. Ela produz e vende sacolas com sobras de materiais e transforma simples sacos de papelão em embalagens de luxo personalizadas - Ivette já produziu mais de 11 mil sacolas únicas, não faz nenhuma igual a outra. Hoje, ela vende suas obras com exclusividade para uma loja da Capital. Dentro do modo em que baseia suas criações, Ivette sente-se livre para aplicar técnicas inspiradas nas dicas dos passo-a-passos do caderno-revista.
- Muitas técnicas reunidas no livro, como o fuxico, o mosaico e as embalagens para presente estão nos meus trabalhos - conta Ivette.
Tendo em mente os benefícios da arte- terapia, Ivete gosta de chamar as amigas para conversar e trabalhar nas obras. As "alunas" são a socióloga Mara Rubia de Mello, a aposentada Predislava Werenicz, a líder comunitária Tomasia Rusniak dos Santos e a filha, a estudante Viviane Santos da Silva, 13 anos. Enquanto Ivette coordena os trabalhos e Predislava conta as histórias de quando chegou ao país vinda da Rússia a bordo do navio onde aprendeu a engatinhar, vão tecendo-se as obras. Sindicalista e feminista assumida, a personalidade de Ivette pode parecer conflitante: a figura doce aliada ao gosto pelos trabalhos manuais à primeira vista não combina com a imagem de uma socióloga combativa. Mas Ivette faz questão de logo desfazer a confusão:
- As pessoas têm a idéia de que o trabalho manual é uma continuação do trabalho doméstico e não é nada disso. Mais que uma forma de terapia, a arte é a minha cachaça - declara.
LAURA COUTINHO